Revista ao ano de 2014 (Independência da Catalunha: referendo simbólico)

EURONEWS

Publicado originalmente em 16/12/14

Que as histórias mais a/o marcaram em 2014? A crise na Ucrânia e a anexação da Crimeia pela Rússia, associada à tensão entre Washington e Moscovo que ganharam ecos da Guerra Fria? A guerra na Síria e os ataques suicidas no Iraque? O avanço do autodenominado Estado Islâmico e a execução de reféns divulgada em vídeos pelo grupo radical? O surto do vírus Ébola que matou milhares de pessoas na África Ocidental? No desporto, muitos portugueses querem esquecer a prestação da seleção nacional no Mundial de futebol realizado este ano no Brasil. Há, no entanto, quem considere que este foi um dos melhores campeonatos de sempre. No espaço, destacamos a missão Rosetta. A sonda Philae aterrou na superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. A missão que representa uma vitória para a Agência Espacial Europeia permitiu dar passo de gigante na história da exploração espacial. A lista não fica por aqui. Participe nesta viagem ao ano de 2014 e dê-nos a sua opinião!

Independência da Catalunha: referendo simbólico

2014 foi um ano importante para os movimentos regionais de independência. Um mês após a Escócia ter votado contra a saída do Reino Unido, no dia 9 de novembro foi a vez de o povo da Catalunha ir às urnas. Mas o referendo catalão foi diferente do escocês: não houve apoio do governo central espanhol. A iniciativa veio do parlamento regional catalão, que anunciou a decisão em dezembro de 2013, após as grandes manifestações pró-independência do ano interior. O referendo foi rejeitado pelo parlamento espanhol em Madrid e suspenso pelo Tribunal Constitucional. Porém, Artur Mas, presidente da região da Catalunha, decidiu manter a votação, que contou com a ajuda de milhares de voluntários. Apesar da ausência de valor legal, cerca de 2,3 milhões de pessoas participaram das quais, 80 por cento apoiou a independência. A Procuradoria Geral do Estado apresentou uma queixa-crime contra Mas e dois outros funcionários da Catalunha por “desobediência, perversão do andamento da justiça e mau uso de recursos públicos”.

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