Catalunha vota sobre a independência no domingo, desafiando governo espanhol

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Ignorando a proibição do Tribunal Constitucional Espanhol (TC), o Governo da Catalunha e Assembleia Nacional Catalã i Òmnium Cultural – entidades da sociedade civil – mantém para o próximo domingo, 9 de novembro, a realização do referendo que perguntará aos catalães se concordam ou não com a independência.
O conselheiro da presidência do governo da Catalunha, Francesc Homs, declarou na terça-feira, 4 de novembro, após o TC proibir, pela segunda vez, que a votação seja realizada, que “tudo está pronto” para o processo participativo de 9 de novembro, que “será mantido” para “garantir a liberdade de expressão”. “Manter o processo é uma forma de manter a liberdade de expressão”, defendeu Francesc Homs, anunciando também a apresentação de uma queixa contra o governo espanhol no Supremo Tribunal por “atentar contra o direito de participação e a liberdade ideológica dos catalães”.
Para driblar a primeira proibição de realização do referendo, o governo catalão, que antes convocou funcionários públicos para trabalhar no processo e estava selecionando mesários, recorreu a voluntários. Mais de 40 mil pessoas se dispuseram a trabalhar voluntariamente e garantir o funcionamento das seções eleitorais no domingo.
Ainda não se sabe o que o Governo Espanhol fará no domingo para barrar o referendo, visto que a iniciativa conta com o apoio da população, que em diversas ocasiões se manifestou lotando as ruas de Barcelona para protestar pelo direito à soberania. Na última delas, realizada espontaneamente por convocatória através das redes sociais, os catalães fizeram um barulho ensurdecedor em Barcelona, na chamada caçarolada, com todas as pessoas saindo às janelas para bater panelas por vários minutos seguidos.
No último dia 11 de setembro, Dia Nacional da Catalunha, aproximadamente 1,8 milhão de pessoas vestidas de amarelo e vermelho – cores da bandeira da independência – lotaram as principais vias da cidade formando um grande V, de vitória e votação.
O mundo pode ver referendado no próximo domingo o surgimento de uma nova nação. Que tem língua e cultura própria, além de uma produção de riquezas pujante, e parece estar disposta realmente a se desvencilhar do jugo de 300 anos do governo da Espanha. Como prega o slogan da campanha em prol da independência – Ara és l’hora – parece que agora chegou a hora.

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