Arxiu mensual: abril de 2014

ROSAS INDEPENDENTISTAS NA FESTA DE SÃO JORGE

A versão em português (do Brasil), da revista DW – Deutsche Welle (Onda alemã), acabou de publicar um interessante artigo em que relata a aparição de bandeiras independentistas nas rosas que cada ano são presentadas às mulheres na festividade de Sant Jordi (São Jorge), em 23 de abril. Esta estratégia de marquéting bem sucedida deflagra-se no momento de maior desafio da Catalunha a Espanha. O artigo comenta como o presidente da Generalitat (governo catalão) “convidou jornalistas de vários veículos de mídia internacional para irem, no Dia do Livro, ao palácio do governo no centro de Barcelona. A imprensa espanhola viu na iniciativa uma tentativa de levar a discussão para o âmbito internacional”.
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SE MADRI NÃO QUER OUVIR, CATALUNHA FALA AO MUNDO

A estratégia da Catalunha de internacionalização do conflito democrático, para além das fronteiras da Espanha, sobre o direito que tem como nação oprimida a decidir seu futuro político, já foi destacado recentemente por uma materia de O Público, o principal jornal português. O excelente trabalho foi assinado pela jornalista Sofia Lorena, que viajou a Barcelona para conhecer e explicar de primeira mão o intenso processo político que está vivenciando a Catalunha.

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“REFERENDO SOBRE A INDEPENDÊNCIA DA CATALUNHA EM 2014” JÁ TEM ENTRADA PRÓPRIA NA WIKIPÉDIA EM PORTUGUÊS

Mais um sinal de que o processo em curso na Catalunha para realização de um referendo em 2014 ganha a atenção internacional é que acabou de ser criada uma nova entrada no Wikipedia em português sobre o tema. Por enquanto, a entrada ja está disponível em 14 línguas, no que é considerado o maior site colaborativo do mundo.

A versão portuguesa da entrada foi atualizada em 21 de abril, incorporando o link (como Ligações Externas) do novo site do governo da Catalunha que explica o referendo ao mundo: o cataloniavotes.eu. Contudo, só traz informações compiladas de matérias jornalísticas até final de 2013, quando o presidente da Catalunha anunciou a data e o formato da pergunta do referendo.

Confira a seguir o conteúdo da nova entrada:

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GOVERNO DA CATALUNHA CRIA NOVO SITE PARA EXPLICAR O REFERENDO AO MUNDO

Baseada na matériapublicada em VilaWeb, em 21/04/14:

CataloniaVotes.eu, en anglès, francès i alemany i amb comptador cap a la consulta


O Conselho de Diplomacia da Catalunha (
DIPLOCAT), órgão ligado ao governo desta comunidade autônoma da Espanha, acabou de lançar uma página web na internet, em inglês, francês e alemão, que visa a explicar ao mundo o processo em curso na Catalunha para organizar un referendo, em 2014, sobre o seu futuro político.

O lançamento ocorreu na última segunda-feira, 21 de abril, a exatos 200 dias da data prevista para a realização do referendo (9 de novembro) e a dois da realização da festa de Sant Jordi (São Jorge), que é o padroeiro da Catalunha, amplamente comemorada em todo o país.

O novo site, denominado cataloniavotes.eu, incorpora um contador dos dias, horas e segundos que faltam até as 9 horas da manhã do dia 9 de novembro, quando deverá acontecer a polêmica votação.

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A ALEGRIA QUE VILAWEB TRANSMITE

Recuperamos o recente artigo do jornal português O Público, assinado por Sofia Lorena, em que conta sua experiência em conhecer a loja e a redação do Jornal Eletrônico Vilaweb, em Barcelona, e entrevista seu diretor Vicent Partal. Da crônica da visita, destaca-se a importância das redes sociais e do jornalismo digital para o fortalecimento do movimento independentista catalão nesses últimos anos.

Catalunha: “O movimento independentista transmite alegria e isso é muito difícil de combater”

Público

SOFIA LORENA (em Barcelona) 

Publicado originalmente em 02/02/2014

Madrid podia ter impedido que se chegasse aqui, mas agora, diz Vicent Partal, não há recuo. O director do diário digital Vilaweb não tem dúvidas: os catalães vão mesmo votar para decidir se querem continuar a fazer parte de Espanha.

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CONTINENTE À DERIVA: DISSIDÊNCIAS EUROPEIAS


UMA MANCHETE À DERIVA:

A revista americana The Nation, sediada em Nova York, publicou em 9 de abril um interessante artigo de Conn Hallinan, sobre os recentes processos de independência em curso na União Europeia. Hallinan é doutor em antropologia, jornalista e colunista independente do Foreign Policy in Focus (FPiF), “um Think Tank sem muros” que preza por uma política exterior americana mais responsável.

Com profundidade analítica, o artigo apresenta os casos de Escócia, Catalunha, Flandes (Bélgica) e do Norte da Itália (Tirol do Sul e Padânia), lembrando como as fronteiras no velho continente nunca foram imutáveis e sempre estão prestes a se mexer.

The Nation abriu o artigo de Hallinan com a manchete: How Ethnic Tensions and Economic Crisis Have Strengthened Europe’s Secession Movements (Como as tensões étnicas e a crise econômica têm fortalecido os movimentos de secessão europeus). O artigo havia sido publicado originalmente no blog do autor e no site do FPiP como: “Continental drift: Europe’s breakaway” (Continente à deriva: dissidências europeias).

Curiosamente o artigo mudou de nome, de novo, quando ganhou a sua tradução para o português, pelas mãos de Antonio Martins. Em 13 de abril, a revista digital “Outras Palavras” publicou em seu site o artigo na íntegra, agora intitulado “Independências, o novo fantasma europeu”. A tradução ainda apareceu replicada com esse mesmo título nas webs da revista Fórum (14 de abril) e no site Mercado Ético (15 de abril). Por respeito a seu autor, replicamos neste blog o artigo, na língua de Camões, mas com o título original fielmente traduzido.
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Novo editorial do Coletivo EMMA: “8 de Abril, Madri: um voto irrelevante”


Do Coletivo Emma (
Col·lectiu Emma).
Publicado originalmente em 14/04/2014

Na passada terça-feira, dia 8 de Abril de 2014, os representantes do Parlamento Catalão foram a Madrid para solicitar ao Congresso espanhol a autorização da convocatória de um referêndum para conhecer a opinião do povo catalão sobre a relação actual e futura com Espanha.

É de conhecimento generalizado, que uma grande parte de catalães não estão confortáveis com o caminho que segue a política espanhola ultimamente, e sente o impacto que este facto está a causar no seu estado colectivo dentro de Espanha. Pelo que, não parece fora do lugar, então, tentar descobrir o grau exacto e a generalidade do descontentamento da sociedade catalã. Seguindo o exemplo do Reino Unido, onde os poderes de convocatória de um referêndum nos mesmos termos, foram delegados ao Parlamento Escocês, os legisladores catalães solicitaram ao Congresso a aprovação de um plano que permitiria convocar a consulta dentro do âmbito da legislação espanhola.

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Mas reitera que o processo avançará apesar da negativa do Congresso à consulta catalã

 Ara.Cat

Publicado originalmente em catalão em 09/04/2014

O presidente insiste que a Catalunha manterá uma atitude de mão estendida

Artur Mas compareceu na Sala Gótica do Palácio da Generalitat (governo da Catalunha), logo assim que o Congresso dos Deputados consumou a negativa em ceder a competência às instituições catalãs para organizar a consulta de 9 de novembro (9-N). Era uma negativa prevista, de modo que o presidente teve todo o tempo disponível para preparar seu discurso. A mensagem teve duas ideias-chave: o processo “seguirá em frente”, apesar do ‘não’ de Madrid, e a Catalunha permanecerá com a “mão estendida” às instituições do Estado. “Isto não é um ponto final, mas o início de um novo parágrafo”, enfatizou o líder de CiU.

Mas adverte, há semanas, que a recusa do Congresso não altera os planos dos partidos soberanistas. Na verdade, de acordo com os estrategistas do Palácio, o ‘não’ da câmara baixa espanhola era esperado desde o início, e, portanto, levar a consulta ao Congresso era uma maneira de armar-se de legitimidade. E que ficasse obvio que nem o PP nem o PSOE pretendem validar o referendo. Esta recusa, portanto, abre uma nova fase no processo, em que a Catalunha tomará a iniciativa de legislar para celebrar o 9-N. “A partir de agora, as instituições catalãs visarão a construção de marcos legais para poder realizar a consulta”, alertou Mas ontem. Este aviso se consumará em setembro, quando o Parlamento da Catalunha aprovará uma lei de consultas que definirá o marco legal em que se enquadrará o referendo. 

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Grafite sobre a votação de 9 de novembro faz sucesso nas redes sociais

Baseada em matéria publicada em VilaWebEl grafit del 9-N es dispara a la xarxa
O desejo de votar em 9 de novembro de 2014, data prevista para o referendo sobre a independência da Catalunha, tem gerado manifestações prá lá de criativas. A mais recente, de autoria do ilustrador Jordi Calvís, estampada em grafite em paredes das ruas de Barcelona, está fazendo sucesso nas redes sociais. O desenho segue o estilo Bansky, pseudônimo de um grafiteiro, pintor, ativista político e diretor de cinema inglês que em sua arte de rua satírica e subversiva combina humor negro e grafite e cujos trabalhos de comentários sociais e políticos podem ser encontrados em ruas, muros e pontes de cidades por todo o mundo.

Da Catalunha para o Mundo: Declaração de Intenções

2014 será um ano decisivo, não somente para o Brasil, que sediará a Copa do Mundo e vivenciará eleição presidencial, como também para a Catalunha, uma nação dentro da Espanha, com língua própria, que chega a uma encruzilhada histórica. É que lá um grande movimento social vem lutando pela realização de um referendo este ano para decidir o seu futuro político.

O processo reivindicatório de independência da Catalunha chama a atenção pelo seu caráter pacífico e democrático, diferente de outros movimentos separatistas que ganharam os holofotes mundiais pelo uso da violência. E a cada dia, a maré soberanista conquista mais terreno, impulsionada pela mobilização cidadã e política.

Diante deste fenômeno político, que ressurge ciclicamente na história da Catalunha, o governo da Espanha opõe como um muro de contenção a Constituição de 1978, que explicita a impossibilidade de secessão de um território do seu conjunto. Mas, os catalães lembram que o texto constitucional foi lavrado no ocaso da ditadura de Franco, ainda sob a ameaça do estamento militar. E diante do principio da legalidade antepõem o princípio anterior da legitimidade democrática.

Quem está atento aos acontecimentos percebe que os defensores da independência política da Catalunha não estão dispostos a dar passos atrás. Ou seja, seguem firmes no propósito de realizar o referendo marcado para 9 de novembro de 2014, de modo a poder exercer o direito à autodeterminação.

Cada lance neste intrincado xadrez vem ganhando, pouco a pouco, visibilidade internacional, o que é favorável à causa catalã, haja vista o alto grau de desconhecimento que ainda há fora do território europeu sobre o movimento independentista.

Acompanho diariamente o noticiário sobre a Catalunha, principalmente na página do Jornal Eletrônico VilaWeb, sediado em Barcelona e que goza do prestígio de ser uns dos pioneiros do jornalismo digital na Europa. Através do site, fica mais claro como, em poucos anos, a causa deixou de ser monopólio de um reduzido grupo de partidos minoritários e ganhou o coração das ruas.

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Líder catalão promete esgotar vias legais para referendar independência

Público

Publicado originalmente em 09/04/2014


Foi “uma oportunidade perdida”, assim reagiram vários jornais espanhóis e os líderes nacionalistas catalães às sete horas de debate no Parlamento sobre a vontade catalã de referendar a independência. O primeiro-ministro, Mariano Rajoy, disse que estava aberto ao diálogo mas fechou a porta a qualquer consulta. Depois, como esperado, 299 deputados, incluindo todo o PP, no poder, e a oposição socialista, votaram contra o pedido do parlamento catalão para realizar a consulta – a favor houve 47 votos.

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Espanha fecha a porta. Catalunha segue o processo

El Singular Digital

Publicado originalmente em catalão em 08/04/2014

 

O PSC votou no Congresso dos deputados contra a consulta, ao lado do PP, PSOE e UpyD

A Espanha fechou esta noite a porta para a possibilidade de um referendo seguindo as leis espanholas, mas a Catalunha continuará o processo. O Congresso espanhol rejeitou o pedido feito pelo Parlamento catalão de poder realizar o referendo. O resultado da votação, porém, não tem nada a ver com o plano Ibarretxe, de 2005. Enquanto lá acabou-se com a derrota do projeto e o final político do lehendakari (presidente do País Basco), no caso catalão, o que tem se evidenciado é que começa a fechar-se o jogo, a nível nacional, e que irá logo começar a nível internacional.

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Governo da Catalunha vai procurar outros “quadros legais” para organizar referendo

por Lusa, publicado por Ricardo Simões Ferreira

Diário de Notícias

 Publicado originalmente em 08/04/2014

Após o “não doloroso” do parlamento espanhol à proposta de referendo sobre a independência da Catalunha, as instituições catalãs vão procurar outros “quadros legais” para organizar a consulta, anunciou hoje o presidente do governo regional, Artur Mas.

Parlamento espanhol rejeita pedido catalão para referendar independência

SOFIA LORENA 

Público

Publicado originalmente em 08/04/2014

 

“Não concebo uma Catalunha fora de Espanha e da Europa”, disse Rajoy. O povo catalão “iniciou um caminho sem retorno”, garantiu no Parlamento nacional o enviado da CiU, partido no poder em Barcelona.

 

Falou-se de leis e do que estas permitem e proíbem, falou-se de vontade política e de falta dela, falou-se de país e de nacionalidade, de frustração e de perseguições, de amor a Espanha e à Catalunha. A esmagadora maioria dos deputados do Congresso espanhol chumbou o pedido do parlamento da Catalunha para perguntar aos catalães se querem continuar a ser parte de Espanha ou se preferem integrar um país independente.

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Os próximos passos do governo catalão

Público

Publicado originalmente em 08/04/2014

 

Parlamento e governo regionais têm outros planos para conseguir que os catalães se pronunciem sobre a independência.

Chumbado o pedido de transferência de poderes para realizar um referendo feito ao Congresso nacional, os juristas da Generalitat já tinham identificado outras vias possíveis para realizar a desejada consulta sobre o futuro político da Catalunha.

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