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Catalunha realizará consulta popular por independência da Espanha…

… O governo central, com base na Constituição, diz que vai barrar o plebiscito

Por 106 votos a 28, os parlamentares apoiaram a convocação de uma consulta marcada para o dia 9 de novembro. Multidão comemorou a decisão nas ruas

COLUNA DO RICARDO SETTI (seção Vasto Mundo)

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Publicado originalmente em 21/09/14

De VEJA.com

Depois da decisão da Escócia de dizer não à independência do Reino Unido, o movimento separatista da Catalunha deve ser o próximo a tentar a formação de um novo Estado no continente europeu. O Parlamento da Catalunha aprovou nesta sexta-feira uma lei que permitirá ao presidente da região, Artur Mas, convocar uma consulta popular sobre a emancipação, prevista para ocorrer no dia 9 de novembro. A decisão teve 106 votos a favor e apenas 28 contra.

O jornal El País relatou que uma multidão acompanhou a votação desta sexta-feira do lado de fora do Parlamento, com gritos de apoio à consulta de 9 de novembro. Em sua chegada ao local, o presidente Mas foi aclamado pelos manifestantes, assim como outros políticos favoráveis à independência da Catalunha.

O presidente regional apoiou a campanha do “sim” na Escócia e ressaltou que os catalães querem apenas ter a mesma chance que os escoceses tiveram de votar. Contudo, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, tem dito repetidamente que vai bloquear a votação, com base na Constituição espanhola.

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Brasil e Catalunha: os 4 dias que separam Brasília de Barcelona

SE MADRI NÃO QUER OUVIR, CATALUNHA FALA AO MUNDOO texto abaixo, escrito pelo brasileiro Matheus Graciano, em seu blog pessoal, mostra o clima que tem sido observado pelos turistas que passam por Barcelona, nos últimos anos, onde cresce o sentimento de liberdade e fervilha o espírito independentista. Trezentos anos depois da queda diante das tropas espanholas, os barceloneses lutam pelo direito de decidir sobre a soberania, o que pretendem fazer em referendo previsto para o próximo dia 9 de novembro. Para tanto, mostram ao mundo que já está na hora dese separar da Espanha, como aconteceu no último dia 11 de setembro, quando quase dois milhões de pessoas foram as ruas gritar por independência. No texto, o blogueiro, que esteve em Barcelona na Diada de 2013, também faz uma comparação com o Brasil. Vale a pena a leitura!

Por Matheus Graciano, no blog do mesmo nome

Em Praga, depois de uma boa andada pela cidade, chego no hostel. Abro a porta e me deparo com um grupo, um bonde de 6 cidadãos, para ser mais preciso. A gente começa a trocar aquela ideia básica de viajante. Pergunto de onde eles são e a resposta vem sonora: Barcelona. De cara, digo que podem falar espanhol, porque sou do Brasil (portunhol é nóis!). A feição muda e os rostos ficam felizes rapidamente. Às vezes, acho que Brasil é uma palavra meio mágica. Papo vai e comento que tinha passado por lá semanas antes, justamente no dia da comemoração. Me perguntam o que achei. Aí, eu lanço: “tá na hora de ser independente já! Catalunha livre.” Cara… só vejo aqueles olhinhos brilhando e falando uns para os outros: “Ele também é independentista!” Se abraçaram e começaram a cantar uma canção da Catalunha… o sentimento nacionalista toma conta do ambiente. Continua llegint

Clipping sobre a Independência da Catalunha (em português): Quinta feira, 11 de setembro de 2014

Uma avalanche de matérias sobre a gigantesca manifestação ocorrida neste histórico 11 de setembro de 2014, Dia Nacional da Catalunha (Diada), em Barcelona, tomou conta do noticiário internacional. Abaixo uma compilação com 45 matérias escritas em português, acessadas através de buscadores na internet. Para facilitar a compreensão, estão as agrupadas em três grandes blocos: Diada na mídia portuguesa, Diada na mídia brasileira e matérias sobre o Barça e a Diada. Confiram e boa leitura: Continua llegint

EDITORIAL – Escócia e Catalunha duas velhas novas nações.

Blog: A Viagem dos argonautas,

By Carlos Loures. Publicado originalmente em 04/09/14

Todos os povos abrigam  no imaginário colectivo o sentimento de que são únicos, diferentes, Os portugueses não fogem a essa regra e, de uma maneira geral, ao inventariarem o que os torna diferentes encontram mais vícios do que virtudes. O termos conseguido manter a independência por quase nove séculos, considerando a ausência de fronteiras naturais, a vizinhança de um estado voraz e que se construiu com base na absorção dos vizinhos,  é proeza notável e que constitui um dos traços distintivos que não são inventados.

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Catalunha x Europa: Quem tem medo de quem?

Carlos Loures, do blog A Viagem dos argonautas, tem nos brindado este ano com, pelo menos, dois instigantes editoriais em que tem criticado o fato de políticos europeus exibirem pobreza argumental para se opor à celebração de um referendo na Catalunha para decidir seu futuro político.

No editorial mais recente, Loures debruçou-se sobre a formação histórica dos estados alemão e espanhol para interpretar que o posicionamento da chanceler alemã, Angela Merkel, “revela uma total ignorância ou um significativo desprezo sobre as realidades históricas” próprias e alheias.

No editorial anterior, de cinco meses atrás, Loures criticou o belga Van Rompuy, na época presidente do Conselho Europeu, por ameaçar a Catalunha de ser expulsa da União Europeia, caso decida pela independência, arrogando-se, assim, o papel de juiz supremo, capaz de proibir ou autorizar independências. Um poder, que não está, de fato, nas mãos de ninguém…

 

EDITORIAL – QUEM TEM MEDO DA CATALUNHA?

30 de agosto de 2014

A chanceler alemã, Angela Merkel, numa mesa redonda realizada em Berlim, respondendo a uma pergunta de um jornalista espanhol, exprimiu o seu apoio ao governo de Madrid, que procura bloquear um referendo pela independência da Catalunha.  Merkel sublinhou que existe diferença entre conceder autonomia a regiões e permitir que um país seja dividido. Claro que existe uma acentuada diferença – mas a questão central é – será a Espanha um país? E a Alemanha, será um país?

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Catalunha: de volta na aventura da história

O blog Geografia hoje, acaba de republicar o texto jornalístico de Mauro Tracco sobre a história da Catalunha e sua vocação independentista. Intitulada “Catalunha independente”, a matéria foi publicada originalmente na revista brasilerira Aventuras na História, na edição 114 de janeiro de 2013. Veja a versão impressa no link a seguir: Aventuras na História

Tracco viajou a Barcelona, logo depois da massiva manifestação em prol da independência que reuniu 1,5 milhão de pessoas na capital da Catalunha em setembro de 2012. Lá falou com renomados historiadores, como Agustí Alcoberro, professor da Universidade de Barcelona e Diretor do Museu de História da Catalunha; e Jaume Sobrequés, catedrático da Universidade Autônoma de Barcelona. Como contraponto, tomou o depoimento também de Juan Sisinio, da Universidade de Castilha-La Mancha. O texto da matéria também foi postado no site da revista em 17/10/13.

De acordo com Wickipédia, Aventuras na História é uma revista especializada em História, publicada mensalmente pela editora Abril. É considerada a maior publicação do segmento no Brasil, sendo que em suas primeiras edições possuía claro vínculo com a revista Superinteressante, da mesma editora no país.

Os leitores compreenderão que tenhamos nomeado este post “Catalunha: de volta na aventura da história”. Pois o jogo de palavras com o nome da revista cai como uma luva para descrever o momento atual em que se encontra esta pequena grande nação sem estado da velha Europa. Na encruzilhada da história, no próximo 11 de setembro (11/9), a Catalunha comemorará 300 anos da perda efetiva da sua soberania e sairá massivamente às ruas, pelo terceiro ano consecutivo, para reivindicar os seus direitos nacionais. De fato, o povo catalão encontra-se a um passo de realizar um referendo, em 9 de novembro (9/11), para decidir se quer formar um novo estado independente. O plebiscito conta com o apoio maioritário da opinião pública local e dos partidos políticos catalães, mas sem a autorização expressa do governo espanhol.

Boa leitura!

Crédito da fotografia: Protestos pró-independência no Dia Nacional da Catalunha, em 11 de setembro (foto: Getty Images)

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As fronteiras invisíveis da Europa: a Catalunha

Da mão do blog Xadrez Verbal, do historiador brasileiro Filipe Figueiredo, recolhemos sua análise sobre o movimento independentista catalão, na série “As fronteriras invisíveis da Europa”. Trata-se de mais uma mostra de como a agenda posta em 2014 continua chamando permanentemente a atenção da blogosfera em português.

 

Blog XADREZ VERBAL

Publicado originalmente em 16/06/14

Por Filipe Figueiredo

 

Numa breve retrospectiva histórica, a Catalunha era um condado carolíngio, na Alta Idade Média. Em 1162, a região entra em união dinástica com o Reino de Aragão; em um processo gradual, a Coroa de Aragão associa-se com a Coroa de Castela em 1469. Sob o reinado de Felipe II, em 1556 é formado o Reino de Espanha. Dessa data até os dias contemporâneos, sob diversas formas de governo e variados graus de autoritarismo, existe uma Espanha unificada; ou seja, a última vez em que a Catalunha existiu como estado independente de facto foi ainda na Idade Média.

Qual seria, então, a origem do nacionalismo catalão contemporâneo? No século XIX (chocante um movimento nacionalista no século XIX, não?) surge o movimento romântico catalão, que defende a identidade nacional catalã, baseado não apenas na questão territorial, mas também no idioma próprio (o catalão) e em aspectos culturais particulares da região.

O início de um movimento separatista organizado e institucionalizado na Catalunha se dá nos primeiros dias do século XX. Em 1914 é criada a Mancomunitat de Catalunya (Comunidade Catalã), que buscava concertar ações políticas nas quatro províncias espanholas historicamente catalãs. O movimento foi banido em 1925, durante a ditadura de Primo de Rivera. Em 1922 foi fundado o Estat Català (Estado Catalão), partido cujo objetivo explícito era preservar a unidade catalã durante a ditadura; o partido pioneiro existe até hoje, embora mais como símbolo político histórico, sem força política real.

Membros do Estat Català fundaram um novo partido, o Esquerra Republicana de Catalunya (Esquerda Republicana da Catalunha), principal partido da região durante a crise que antecedeu a Guerra Civil Espanhola, em 1936; por duas vezes, em 1931 e 1934, foi proclamada a República Catalana, sacramentando a autonomia da região.

A causa republicana e, consequentemente, as perspectivas de autonomia regional ou de separatismo, foram elemento importante durante o período da Guerra Civil. A maioria dos voluntários catalães lutou contra o regime de Franco. O principal líder catalão, Lluís Companys, Presidente da comunidade catalã (uma espécie de governador estadual), foi preso pelos alemães e entregue ao regime franquista, para ser fuzilado.

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JAUME SASTRE: 36 DIAS EM GREVE DE FOME EM DEFESA DA LÍNGUA CATALÃ

Foi o poeta português Fernando Pessoa quem disse: “minha patria é a língua portuguesa”. Esta afirmação pode ser estendida por qualquer defensor do nacionalismo lingüístico, seja qual for a sua língua, seja qual for a sua pátria: “Minha pátria é a minha língua”. Hoje, aproveitamos para replicar um post de Carlos Loures, do site A viagem dos argonautas, para lembrar que na Ilha de Malhorca um defensor da língua catalã, Jaume Sastre, está há 36 dias em greve de fome para exigir ao seu governante que sente para dialogar com os professores de ensino público. Estes defendem o ensino do catalão nas Ilhas Baleares e lutam contra medidas draconianas que tentam torpediar o modelo de ensino de imersão lingüística do catalão bem sucedido e que é aplicado nas últimas décadas.

Do site A VIAGEM DOS ARGONAUTAS

Publicado originalmente em 12/06/14

Carlos Loures

Nas Baleares assiste-se a uma mobilização do sector educativo contra a agressão que o presidente da região autonómica desferiu contra o ensino   da língua catalã. O autarca do Partido Popular, impediu a imersão linguística na escola, impondo o   castelhano como língua oficial. No próximo dia sábado, dia 14 de junho. haverá uma manifestação em Barcelona contra as repetidas agressões dos executivos do PP e do governo espanhol, também do PP, contra o modelo de imersão e contra o catalão. O PP, na sua fúria centralista e aculturante, ataca o calcanhar  de Aquiles da identidade nacional, que é a língua e exerce esta prepotência em nome da “modernidade”. Como se a língua e a cultura ancestrais fossem desprezíveis velharias. È uma argumentação sem consistência, mas é imposta ao abrigo de um poder que lhes é concedido por uma maioria absoluta ganha com  demagogias e com mentiras.