Coincidindo com o centésimo aniversário do nascimento de Ricardo Carvalho Calero multiplicam-se por todo o país as homenagens ao que foi primeiro catedrático de galego-português da Universidade de Santiago de Compostela.
|
joão aveledo (G-P) Coincidindo com o centésimo aniversário do nascimento de Ricardo Carvalho Calero multiplicam-se por todo o país as homenagens ao que foi primeiro catedrático de galego-português da Universidade de Santiago de Compostela. As eleições brasileiras são destaques nos telejornais e nas capas dos principais periódicos de todo o mundo. Não surpreende. O Brasil está na moda. O milagre económico dos últimos anos tem convertido este gigante na oitava potência mundial e no segundo melhor lugar para se investir, ficando atrás apenas da China. Com mais de oito milhões de quilômetros quadrados de área, equivalente a quase a metade do território sul-americano, e com cerca de douscentos milhões de habitantes, o país possui a quinta maior área territorial do planeta e o quinto maior contingente populacional do mundo, o que lhe confere um elevado potencial de futuro. Primeiro fechou Gz nación e, coincidindo com o Dia da Pátria, disseram adeus Chuza e Vieiros. Mas os problemas financeiros também ameaçam A Nosa Terra e A Peneira... A coordenadora nacional das Equipas de Normalização e Dinamização Linguística, Olga Iglesias, e os quatro coordenadores provinciais, Mercedes Queixas, Carlos Vázquez, Paulino Peña e Iago Castro, demitiram-se dos seus postos dous anos antes de ter finalizado o seu período nos respetivos cargos. Estas demissões enquadram-se no contexto desgaleguizador gerado polo novo “Decreto 79/2010, de 20 de maio, para o plurilinguismo no ensino não universitário da Galiza” (sic). A Academia Galega da Língua Portuguesa e a Priberam, a maior empresa informática de Portugal, assinaram um Protocolo de Cooperação que tem como objetivo "a integração nas bases de dados e programas informáticos da Priberam conteúdos da norma galega do português, nomeadamente informação lexical, semântica, de sintaxe e fraseologia". Para além da Galiza e regiões limítrofes das províncias de Oviedo, Leão e Samora, existem no Estado Espanhol cinco territórios em que ainda se fala português. Estes enclaves lusófonos são: Calabor (Samora), Almedilha (Salamanca), Xalma (Cáceres), a franja ocidental de Alcântara (Cáceres e Badajoz) e Olivença (Badajoz). Após longa espera, o Secretário Geral de Política Linguística tornava públicas nas férias do Natal as “Bases para a elaboração do decreto do plurilinguismo no ensino não universitário da Galiza”. Um projeto de decreto que prevê que um terço das aulas sejam dadas em galego, um terço em castelhano e um terço Após longa espera, o Acordo Ortográfico, que entrara em vigor no Brasil no início de 2009, deverá começar a ser aplicado em Portugal a partir de janeiro. Segundo afirmou a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, já no próximo ano, manuais escolares ou o Diário da República deverão adaptar-se ao novo Acordo. Além disso, Gabriela Canavilhas admitiu que se está a “refletir maduramente” sobre a criação de uma Academia da Língua Portuguesa que abrangeria toda a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. No passado dia 18 de outubro milhares de pessoas (cem mil segundo os promotores do ato e cinquenta mil segundo a polícia) saíram às ruas de Santiago de Compostela convocados pola Plataforma “Queremos Galego” num momento em que se dá um retrocesso em relação aos tímidos avanços normalizadores realizados polos anteriores governos da Galiza. A manifestação acabou na praça da Quintã (que se encheu por duas vezes!!!) com as intervenções do histórico galeguista Avelino Pousa Antelo, presidente da Fundação Castelão, da actriz Patrícia Vázquez, do músico Xurxo Souto e de Carlos Callón, presidente d’A Mesa. Este denunciou os ataques ao galego por parte do Governo Feijóo e reclamou a volta aos consensos linguísticos anteriores. Entre os participantes nesta mobilização encontravam-se: Manuel Vázquez, secretário-geral do PSdeG-PSOE, Guilherme Vázquez, porta-voz nacional do BNG, Rafael Cuiña (filho do anterior Secretário Geral do PPdeG, José Cuiña) e ainda o Ministro de Justiça do Governo Espanhol, Francisco Caamaño. “Ahora se puede decir que vivimos en un país libre, en el que se puede hablar gallego o castellano” Rafael Louzán, presidente da Deputação e do PP de Ponte Vedra. “Galícia tem problemas mais graves que o idioma” Xosé Ramón Barreiro, Presidente da Real Academia Galega.
|
Accés de l'autorCategories
Els meus enllaçosARAGONéS
ASTURLLEONéS
EUSKARA
GALEGO-PORTUGUêS
OCCITAN
TOTS
Últims 40 canvis
Notícies VilaWeb
Visites al blocVisites a la portada
Visites a les entrades
|
|
MÉSVilaWeb és una producció de Partal, Maresma & Associats
|